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Finanças 3 MIN DE LEITURA

A importância do seguro no planejamento financeiro

Para tipos de eventos não planejados, transferir riscos para uma seguradora é a melhor forma de se proteger e evitar dores de cabeça.

Tatiana Perez

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em

Foto: Daniel Tausis / Unsplash

Durante meus anos no exterior aprendi muito observando outros costumes. O árabe quando dá a sua palavra nos negócios, geralmente, não muda de ideia. Após bater o martelo, ainda que possa aparecer outra pessoa negociando por menor valor, provavelmente manterá sua palavra. É algo típico da cultura, era assim que os beduínos agem desde tempos remotos, quando saíam em suas caravanas, daí a história desse costume.

Agora vamos ao americano e ao japonês com a cultura de seguros, ambos influenciados pelo alto custo de sucessão patrimonial. É costumeiro falar de investimentos tendo primeiro como base a gestão de riscos. Como se geraria renda em uma situação de invalidez? Quanto custa uma invalidez?  Eu observei  alguns casos de pessoas que se acidentaram em um país estrangeiro, e suas embaixadas não se mobilizarem para ajudar. Já vi a necessidade da compra de quatro assentos de avião somente por transporte permitido de maneira horizontal para a repatriação da pessoa acidentada ao seu país de origem. Quem arca com esses custos? São muitos os eventos não planejados e que podem acontecer.

No Brasil, mesmo com uma das certificações mais importantes do mercado financeiro, como a CFP abordando o módulo seguros e sucessão, muitos profissionais que inclusive a tem, não percebem a importância da gestão de riscos. A idéia principal do seguro é evitar descapitalizar perante eventualidades, pois dependendo do imprevisto,  as reservas de emergência podem não ser suficientes para manter uma família na falta do principal provedor, para iniciar processos de inventário ou falta da renda devido a invalidez. Em algum momento, as economias podem acabar, não sendo mais suficientes para cobrir os gastos. Para esses tipos de eventos não planejados, transferir os riscos para a seguradora é a melhor forma de se proteger e evitar dores de cabeça.

É comum as pessoas confundirem a nomenclatura de seguros. Um seguro é um contrato entre duas partes, na qual a seguradora tem a responsabilidade de indenizar o segurado (a) ou sua família, no caso de algum evento imprevisto danoso (sinistro), mediante o pagamento de uma importância em dinheiro mensal ou anual (que se chama prêmio). O montante total disponível em caso de sinistro tem por nome capital segurado.

Um equívoco comum também no Brasil é pensar que seguro de vida deve ser feito somente por pessoas com idade avançada. Quanto mais novo se faz um seguro de vida, melhor é o preço praticado pelas seguradoras, já que são considerados clientes de baixo risco. Aí vem a grande vantagem de comprar uma apólice nos moldes americanos, diminuindo gastos com o passar dos anos. Para isso é importante escolher uma seguradora com excelentes ratings de crédito, e ter a tranquilidade de ter parte do patrimônio gerido por uma instituição sólida, por meio de um instrumento impenhorável. Uma vez que o seguro garante estabilidade financeira às famílias, mantendo o padrão de vida dos beneficiários, até que possam se reerguer após a perda do segurado – na maioria das vezes o provedor do lar – sem a preocupação de sofrer constrição no momento do recebimento do capital segurado. Sendo assim, o seguro faz parte do planejamento financeiro.  De nada adianta investir seu capital e construir patrimônio, se não houver o mínimo de segurança para esses investimentos. É melhor deitar a cabeça no travesseiro e saber que você e sua família estão amparados e blindados financeiramente. Em situações difíceis, muito provavelmente, o dinheiro será a última coisa em que você vai querer se preocupar.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Tatiana Perez é Tecnóloga em TI e graduada em administração de empresas pela Coventry University, Inglaterra. Apaixonada por inovação, tecnologia e aviação, passou a traduzir artigos acadêmicos e outros materiais da área. Possui vivência internacional de 11 anos entre Emirados Árabes e Indonésia, maior pólo de startups do mundo.

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Finanças 2 MIN DE LEITURA

Comprar ações ou apostar na Mega-Sena?

Quem aposta frequentemente faz por diferentes motivos: ambição, diversão, emoção. Que tal direcionar o hábito para a compra de ativos financeiros?

Tatiana Perez

Publicado

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Foto: Dylan Nolte / Unsplash

Apesar de meu avô ter ganho há muitos anos atrás um prêmio fracionado da loteria federal, eu não havia me atentado a jogos até me juntar pela primeira vez com o pessoal do trabalho em um bolão da Mega-Sena da Virada, dezembro passado.

Fiquei pensando na racionalidade da coisa. Sabendo que a aposta mínima para 6 números da Mega-Sena custa R$ 4,50, que os jogos correm duas vezes por semana, e ainda que o ano tem 52 semanas, logo, uma pessoa que joga frequentemente gasta cerca de R$ 468 ao ano em apostas neste jogo.

A probabilidade de ganho para a sena é 1 em 50.063.860 ou 0,00000002%. Podemos também comparar a probabilidade de ganhar na mega sena a outros eventos, como a chance de receber na primeira mão um Royal Flush no poker (todas as 5 cartas seguidas do mesmo naipe na sequência de Ás, Rei, Dama, Valete e Dez) que é de 1 em 649.740. Quantos casais você conhece que tiveram filhos quadrigêmeos? A probabilidade é de 1 caso a cada 700.000 gestações de acordo com a literatura médica.

Como a grande maioria dos jogadores não ganha prêmio na Mega-Sena, o valor da aposta não apresenta retorno algum para o jogador. Ok – parte do valor arrecadado com as apostas é repassada ao governo federal, que pode realizar investimentos nas áreas de saúde, segurança, cultura e esporte, porém como o objetivo da pessoa que faz uma fezinha é melhorar de vida, vou comparar o uso do dinheiro com a compra de ações e a valorização das mesmas.

Vamos imaginar que eu tenha juntado os mesmos R$ 468 no final de 2018 e comprado ações do Fleury, uma das maiores e mais tradicionais empresas de medicina diagnóstica do País. As ações de ticker FLRY3* negociadas no dia 19/12/2018, custariam R$ 18,90 cada unidade na abertura do mercado. A mesma ação no dia 19/12/2019 estava valendo R$ 29,75 e meu dinheiro teria se valorizado 57,41%. O Fleury é uma Small Cap, categoria de empresas com valor de mercado entre 300 milhões e 2 bilhões de reais e com menor volume de negociações em bolsa, consequentemente menor liquidez. Atualmente Fleury faz parte do Índice Small Cap do Ibovespa.

Talvez seu apetite seja para empresas ainda mais sólidas ou deseje diversificar (recomendado não colocar todos os ovos em uma só cesta). As ações da Itaúsa negociadas pelo ticker ITSA4*,  de Setembro a Dezembro de 2019 compuseram 3,15% do Índice Bovespa, e caso fossem adquiridas no mesmo dia 19/12/2018, estavam cotadas a R$ 10,96 e em 19/12/2019 atingiram o valor de R$ 13,98 representando uma alta de 27,55%.

Ainda poderíamos acrescentar à valorização dos dois papéis o pagamento de juros sobre capital próprio e outros proventos que são pagos esporadicamente.

A compra nos casos acima, precisaria ser no mercado fracionário, onde as ações são adquiridas de maneira unitária e não em lote. Como podemos ver, investir não é algo somente possível com grandes valores disponíveis, apenas requer adequação de orçamento e um pouco de pesquisa no ativo a ser escolhido. A escolha das empresas para o exemplo não representa recomendação de compra, pois apenas profissionais devidamente certificados estão autorizados a fazê-lo. É recomendado ao investidor que adote uma estratégia de compra e diversificação dentre as muitas existentes. Uma estratégia muito utilizada é a escolha de empresas que apresentam bons resultados por meio de indicadores fundamentalistas e um bom site para consulta de informações financeiras das empresas listadas na bolsa de valores é o FUNDAMENTUS.

*Nota: Não foram encontrados registros históricos de ações fracionadas. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Finanças 1 MIN DE LEITURA

Comprar Dólar, Euro ou Bitcoin? Veja o que é mais pesquisado no Brasil

SEMrush divulga estudo para entender o comportamento dos brasileiros em relação a cotações de moedas em buscadores como Google e Bing

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André François McKenzie / Unsplash

Até para comprar ou avaliar os investimentos em moeda estrangeira, ou no bitcoin, um das primeiras ações que os brasileiros fazem é consultar os buscadores. Estudo divulgado pela SEMrush, da qual o Jornal 140 teve acesso, procurou entender o comportamento dos brasileiros em relação a cotações de moedas em buscadores como Google e Bing entre janeiro e outubro deste ano.

Segundo o estudo, as buscas pela cotação do dólar representaram o maior interesse dos brasileiros, com 10,5 milhões de pesquisas. Em seguida, com 3,4 milhões de buscas, apareceu a cotação do euro e o bitcoin, com 1,2 milhão de buscas.

Houve um aumento repentino pela palavra bitcoin em maio de 2019: saltou para 110 mil pesquisas mensais, um crescimento de 82% em relação ao mês anterior, que contava com 60,5 mil buscas. Segundo os autores do estudo, um dos motivos foi a valorização da moeda no período, que teve o maior pico dentro do último ano.

Reproduzimos a declaração de Daniel Coquieri, COO da Bitcoin Trade: “O Bitcoin começou o ano com uma cotação na casa dos 3.500 dólares. Em abril, tivemos uma grande valorização, acumulando cerca de 25% em 30 dias. Isso foi noticiado pela mídia especializada no assunto. Já em maio, o movimento se intensificou e a moeda valorizou mais de 60%. Nesse momento, a notícia alcançou outros veículos e a moeda voltou novamente para ‘a boca do povo’. Apesar das correções dos últimos meses, o Bitcoin ainda está com uma valorização acumulada de 100% em relação ao preço de janeiro. Isso comprova o crescente interesse pela moeda no Brasil e no mundo”, aponta o especialista.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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