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Finanças

A importância do seguro no planejamento financeiro

Para tipos de eventos não planejados, transferir riscos para uma seguradora é a melhor forma de se proteger e evitar dores de cabeça.

Tatiana Perez

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Foto: Daniel Tausis / Unsplash

Durante meus anos no exterior aprendi muito observando outros costumes. O árabe quando dá a sua palavra nos negócios, geralmente, não muda de ideia. Após bater o martelo, ainda que possa aparecer outra pessoa negociando por menor valor, provavelmente manterá sua palavra. É algo típico da cultura, era assim que os beduínos agem desde tempos remotos, quando saíam em suas caravanas, daí a história desse costume.

Agora vamos ao americano e ao japonês com a cultura de seguros, ambos influenciados pelo alto custo de sucessão patrimonial. É costumeiro falar de investimentos tendo primeiro como base a gestão de riscos. Como se geraria renda em uma situação de invalidez? Quanto custa uma invalidez?  Eu observei  alguns casos de pessoas que se acidentaram em um país estrangeiro, e suas embaixadas não se mobilizarem para ajudar. Já vi a necessidade da compra de quatro assentos de avião somente por transporte permitido de maneira horizontal para a repatriação da pessoa acidentada ao seu país de origem. Quem arca com esses custos? São muitos os eventos não planejados e que podem acontecer.

No Brasil, mesmo com uma das certificações mais importantes do mercado financeiro, como a CFP abordando o módulo seguros e sucessão, muitos profissionais que inclusive a tem, não percebem a importância da gestão de riscos. A idéia principal do seguro é evitar descapitalizar perante eventualidades, pois dependendo do imprevisto,  as reservas de emergência podem não ser suficientes para manter uma família na falta do principal provedor, para iniciar processos de inventário ou falta da renda devido a invalidez. Em algum momento, as economias podem acabar, não sendo mais suficientes para cobrir os gastos. Para esses tipos de eventos não planejados, transferir os riscos para a seguradora é a melhor forma de se proteger e evitar dores de cabeça.

É comum as pessoas confundirem a nomenclatura de seguros. Um seguro é um contrato entre duas partes, na qual a seguradora tem a responsabilidade de indenizar o segurado (a) ou sua família, no caso de algum evento imprevisto danoso (sinistro), mediante o pagamento de uma importância em dinheiro mensal ou anual (que se chama prêmio). O montante total disponível em caso de sinistro tem por nome capital segurado.

Um equívoco comum também no Brasil é pensar que seguro de vida deve ser feito somente por pessoas com idade avançada. Quanto mais novo se faz um seguro de vida, melhor é o preço praticado pelas seguradoras, já que são considerados clientes de baixo risco. Aí vem a grande vantagem de comprar uma apólice nos moldes americanos, diminuindo gastos com o passar dos anos. Para isso é importante escolher uma seguradora com excelentes ratings de crédito, e ter a tranquilidade de ter parte do patrimônio gerido por uma instituição sólida, por meio de um instrumento impenhorável. Uma vez que o seguro garante estabilidade financeira às famílias, mantendo o padrão de vida dos beneficiários, até que possam se reerguer após a perda do segurado – na maioria das vezes o provedor do lar – sem a preocupação de sofrer constrição no momento do recebimento do capital segurado. Sendo assim, o seguro faz parte do planejamento financeiro.  De nada adianta investir seu capital e construir patrimônio, se não houver o mínimo de segurança para esses investimentos. É melhor deitar a cabeça no travesseiro e saber que você e sua família estão amparados e blindados financeiramente. Em situações difíceis, muito provavelmente, o dinheiro será a última coisa em que você vai querer se preocupar.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Tatiana Perez é Tecnóloga em TI e graduada em administração de empresas pela Coventry University, Inglaterra. Apaixonada por inovação, tecnologia e aviação, passou a traduzir artigos acadêmicos e outros materiais da área. Possui vivência internacional de 11 anos entre Emirados Árabes e Indonésia, maior pólo de startups do mundo.

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Finanças

Riscos, perdas e ganhos

Para fazer uma boa economia, você deve ter em mente que as pessoas são humanas

Tatiana Perez

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Foto: Chris Liverani / Unsplash

Diariamente tomamos cerca de 3500 decisões. Muitas delas podem ser delegadas a outras pessoas, decididas com base em valores pessoais ou também por impulso. A razão pode nos orientar a nos esforçarmos para controlar as emoções, mas é difícil conseguir em muitas  vezes, como quando você vai ao supermercado com fome e acaba comprando mais comida do que do que deveria.

Entendendo que nossas decisões possam ser influenciadas pela emoção, Richard Thaler, economista da Universidade de Chicago, passou a estudar a psicologia dentro da economia e a maneira na qual as emoções afetam as decisões econômicas individuais e o comportamento dos mercados. Uma premissa básica de suas teorias é: “Para fazer uma boa economia, você deve ter em mente que as pessoas são humanas” e o tomador de decisão apresentará um viés em favor de manter o status quo do que aceitar uma alternativa a ele. Richard inclusive ganhou o Prêmio Nobel de Economia em 2017 pelas pesquisas tão inovadoras.

O que são heurísticas?

“Heurística é um procedimento simples que ajuda a encontrar respostas adequadas, ainda que geralmente imperfeitas, para perguntas difíceis. A palavra vem da mesma raiz que heureca” (Kahneman, 2012, p. 127). Ou seja, heurísticas são métodos criados pelo cérebro com o objetivo de solucionar um problema ou fazer uma escolha. São processos cognitivos e associações utilizados na tomada de decisão, através de estratégias e atalhos que ignoram parte da informação com o objetivo de tornar a escolha mais rápida e fácil utilizando vieses. Grande parte desse processo ocorre sem nem mesmo termos consciência deles. Vamos falar um pouco sobre um conceito muito intrigante, a aversão a perdas.

O que é aversão à perdas?

Segundo Khaneman, a dor de perder R$ 100 é um sentimento mais poderoso do que a alegria de ganhar R$ 100. Nós sentimos mais profundamente os possíveis custos e falhas de uma maneira mais forte do que potenciais benefícios e recompensas.

Desta maneira, quando tomamos decisões em investimentos, na maioria das vezes focamos nos riscos associados a ele, mais do que os ganhos em potencial. Um exemplo prático desta heurística é quando tendemos a não tomar decisões financeiras que envolvam perda, como vender uma ação ou uma casa que desvalorizou muito mais do que o valor de aquisição, pois tal decisão envolveria reconhecer a perda e admitir uma falha. Basicamente, manter posições perdedoras e também se desfazendo das vencedoras antes do tempo.

“Aversão à  perda se refere ao prazer e dor antecipados. O pensamento de aceitar a grande perda certa é doloroso demais, e a esperança de completo alívio, atraente demais para tomar a decisão sensata de que chegou a hora de diminuir prejuízos…[ ]. Como a derrota é tão difícil de aceitar, o lado que está perdendo nas guerras muitas vezes contina a lutar muito depois do ponto em que a vitória do outro lado já é certa, é apenas uma questão de tempo.” (Kahneman, 2012, p. 398).

Devemos ter consciência de que corremos riscos pela possibilidade de perdas e ganhos. Sem riscos (por menores que sejam) não há investimento. Nosso dever é mitigar a possibilidade de perda estudando profundamente sobre o assunto e nos informando de várias maneiras, inclusive conversando com pessoas mais experientes e com maior vivência de mercado.

Ter consciência de que a perda é real e faz parte do jogo ajuda, assim evitaremos o pânico quando os papéis caírem 1% em um dia, uma vez que você estudou a empresa e sabe da possibilidade dela em melhorar no longo prazo. A paciência é uma das principais virtudes dos investidores.

Quando não nos arriscamos, temos o benefício de evitar a dor, porém, se estivermos dispostos a desenvolver a angústia da incerteza, os benefícios podem ser maiores e o desfecho pode ser mais positivo. Sair do controle do medo de deixar antecipadamente uma posição e viver a experiência de reconhecer o momento certo de sair de um negócio, traz maior mais expertise, mesmo que seja por meio dos erros.

KAHNEMAN, Daniel. Rápido e Devagar: duas formas de pensar. Trad. Cássio de Arantes Leite. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Finanças

Comprar à vista ou a prazo?

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O poder de compra está em suas mãos e a sedução das lojas e o canto da sereia está nas prateleiras, e nas vitrines, na TV, nos jornais, na internet e até mesmo nas redes sociais e o consumismo grita alto. Você é um tipo de pessoa que quando fica feliz, triste, recebe uma boa noticia ou qualquer outro motivo que seja vai comemorar com compras?

Isso nos deixa tão feliz quando podemos comprar algo “eu tenho direito” “eu posso”, “eu trabalho para isso” Uma vez um professor me disse “que a felicidade não existe, que felicidade é o poder de consumo” será verdade essa frase? Imagine comigo ir em uma concessionaria de veiculo e poder comprar um carro novo sem se importar com o preço que irá pagá-lo , você já fica sonhando dirigindo e sentindo aquele cheiro de carro novo maravilhoso e vivendo em um paraíso. E decide comprar esse carro e sai da concessionaria dirigindo feliz e saltitando e no meio dessa trajetória o seu carro sofre um pequeno acidente com alguns arranhões e instantaneamente a sua felicidade cai por terra e acaba nesse momento. Que triste! É exatamente esse sentimento que acontece no poder de compra e consumo, pode ser um celular novo, uma roupa nova, uma TV, ou qualquer objeto…

O proposito dessa leitura é até onde vamos com o consumismo, saber que o poder de compra está em nossas mãos. Não estou dizendo para comprar mais nada nessa vida mas sim de ter um controle sobre suas finanças. Existem pessoas que estão no vermelho e mesmo assim não param de comprar, gastam mais do que ganham.

E aquelas dúvidas que devemos parar para nos analisarmos se compra a vista ou a prazo? A primeira coisa que você deve fazer e pensar é o que eu preciso comprar e se eu preciso disso? Simplesmente para evitar o desperdício e o principal o controle das suas finanças.

Comprar a vista é bem mais interessante e mais pratico porém irá depender do objeto. Você tem pratica de pedir desconto em uma loja? Caso seja afirmativo você está ganhando dinheiro pois o principal é dinheiro no seu bolso. Caso seja negativo por motivo que muitos eu já ouvir falar que tem vergonha de pedir desconto que acha que é coisa feia e entre outros… Mas gente se você tiver a noção de um produto o quanto foi o custo da mercadoria para formar o preço de venda eu te diria que é possível sim pedir um desconto sem ter vergonha.

Comprar a prazo exige um certo controle financeiro é um pouco mais delicado a compra. Porém deve ser analisado como está a suas contas, se usa o limite do cartão de crédito, se sua saúde financeira está bem. Não tem como pedir desconto em lojas, e em geral tem juros, ou seja, seu dinheiro indo embora.

As duas formas de comprar não são erradas, deve ser analisado com bastante cuidado e com controle das suas finanças, veja bem se comprar a vista e a loja te oferecer um desconto é aceitável, agora se a loja não te der nenhum desconto ai pode negociar. E se eu levar a prazo? E a loja te oferecer um parcelamento sem juros é bem atraente por que não comprar a prazo? As finanças se aprende no dia a dia e com muito cuidado, cautela e controle.

Foto: Sharon McCutcheon / Unsplash

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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