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Empreendedorismo

Acendendo a chama da transformação digital

A transformação digital é um caminho sem volta e quais são os elementos que irão acender a chama da transformação dentro de sua empresa de forma a encantar seus clientes?

Euriale Voidela

Publicado

em

Foto: Brooke Cagle / Unsplash

A transformação digital está presente em nossas vidas diariamente e é um caminho completamente sem volta, tanto para nós consumidores, quanto para as empresas. Ela é um ponto de facilitação, otimização, melhoria nos processos, ganho de tempo e performance em muitos segmentos.

Como lembramos das aulas de física da época de escola, para que haja fogo, três componentes devem estar presentes simultaneamente no processo, sendo:

  • Combustível – isto é, material sujeito a combustão, que é a base da existência de fogo;
  • Oxigênio – ou “oxidante”, um ambiente favorável que faz com que o fogo seja mantido. Quanto mais oxigênio, mais fogo;
  • Calor – uma faísca que inicia a reação entre oxigênio e combustível e mantém o fogo.

Exatamente a mesma situação ocorre na Transformação Digital. Três componentes devem ocorrer simultaneamente para uma empresa lançar com sucesso um novo produto ou serviço e mesmo inovar um processo ou produto já existente. Esses componentes são: necessidades dos clientes (Combustível), ambiente tecnológico (Oxigênio) e governança estratégica (Calor).

A análise da transformação digital de uma empresa vai muito além da otimização de seus processos internos e de seus esforços para se tornar “inteligente”. Hoje há muitos recursos à disposição como a simplificação de procedimentos e implementação de novas tecnologias agregativas como as robóticas, a IA (Inteligência Artificial) ou outras que são especificas do seu nicho de mercado. Trata-se também de uma Transformação Cultural que ocorre de dentro para fora na implantação de uma Cultura Centralizada no Cliente (CC – Customer Centric) e de que forma esta cultura proporciona meios de efetivamente promover a melhor Experiência do Cliente (CX – Customer Experience) e seu sucesso (CS – Customer Success).

Possuir uma equipe altamente alinhada com tais propósitos e estratégias irá potencializar  as chances de sucesso nos projetos desenvolvidos e tal ação não ocorre da noite do dia. Efetivamente estamos falando de uma evolução com maturidade na transformação da raiz cultural da empresa.

Uma fase do processo evolutivo de transformação é cuidar dos ambientes e espaços com alto grau de incentivo colaborativo e criativo; os colaboradores têm a autonomia de criação e a responsabilidade do encantamento do cliente.

Um dos focos da implantação de uma nova cultura centrada no Cliente (CC – Customer Centric) é promover o aumento da produtividade de forma a também aprimorar a Experiência do Cliente (CX – Customer Experience) com processos criativos, inovadores e disruptivos em todos os passos de sua jornada de relacionamento com a empresa, e assim, proporcionar o aumento do nível de satisfação e em decorrência a isso, os demais indicadores ligados aos clientes.

Vale a pena examinar os principais fatores de sucesso no processo de transformação dos negócios para a nova realidade digital.

Coloque-se no lugar do cliente

O entendimento completo das necessidades do cliente é a base para a transformação digital e modelo de negócios de uma empresa com foco em alterar seu Mindset em prol do consumidor. Esse tipo de foco corporativo não se refere a apenas implementação de novas ferramentas tecnológicas, novos sistemas ou compra de novos servidores. A essência é o uso dos recursos digitais disponíveis e das novas tecnologias para melhor atender às necessidades e expectativas do cliente. Para esse fim, uma abordagem de Design Thinking e de Design de serviço podem auxiliar bastante. Vale a pena prestar atenção especial, não apenas ao que o cliente deseja, mas por quê ele deseja. O mapeamento completo da jornada do consumidor, alinhado as métricas de aferição da fidelidade e satisfação, permitirá que você entenda a motivação do cliente e, portanto, agregar valor de forma diferenciada aos seus concorrentes e inovadora.

Utilize tecnologias que façam sentido ao seu cliente

O ambiente tecnológico interno, o conhecimento das novas possibilidades de tecnologia da informação alinhada a jornada do consumidor proporcionarão a visão de quais plataformas e modelos de inovação serão mais adequados ao seu negócio e consumidor. Ou seja, a empresa deve entender quais novas oportunidades são oferecidas pelas mais recentes conquistas da ciência da computação: o que a nova geração de algoritmos de inteligência artificial significa para a empresa? Quais benefícios uma empresa pode obter com o uso de Big Data? Por outro lado, você deve estar ciente de como seus colaboradores e clientes utilizam a tecnologia: os clientes compram por meio de aplicativos móveis, preferem fazer uma transação por meio de um site móvel ou entram em contato com sua central de atendimento? Em que ambiente e em que contexto eles usam as soluções propostas?

Desenvolva um modelo de negócios próprio

O último elemento é o calor, ou seja, um modelo de negócios que vincula todos eles em um conceito coerente com uma cultura forte em prol de seus clientes. Nesse momento que os outros dois componentes, ou seja, o ambiente tecnológico e as necessidades dos clientes, já estão totalmente alinhados internamente em sua empresa é o momento de colocar o fogo na equação, ou seja, o fogo da transformação digital.

Auxiliando no plano de transformação, é interessante usar e abusar das ferramentas de Design Thinking e de Design de Serviço, como por exemplo, Business Model Canvas que permite estruturar seu plano de trabalho. Nesse ponto, cito mais uma verdade, tão antiga quanto o mundo, para saber se o modelo desenvolvido é realmente bom: basta testá-lo no mundo real e confrontá-lo com as necessidades dos clientes e concorrentes o mais rápido possível. Este plano de testes iniciais, deverá ocorrer em ambiente controlado, antes de efetivamente ser liberado a todos seus consumidores. Após, cada uma das rodadas de teste, voltarmos para a sala de aula e estudamos todos os resultados.

Transformação digital é um processo continuo.

O processo completo de Transformação Digital de uma empresa será um ciclo continuo, sempre existirão novos modelos, tecnologias e metodologias. Importante possuir uma gestão altamente transformadora e disruptiva de forma a quebrar todas as barreiras internas para a mudança e isso não é nada fácil. A adoção de uma gestão de Gerenciamento Digital com fóruns internos constantes será inevitável para unificar todos os silos internos, alinhar a aquisição de novas tecnologias, apresentação do desenvolvimento de novos produtos, co-criação de metodologias internas, alinhamento dos mapas de jornada com foco na melhoria da experiência do cliente, eficiência, aumento da reputação e satisfação, além da redução de custos e aumento de receita, derivados da transformação digital.

Ponto fundamental neste processo de transformação digital é que o mesmo esteja alinhado ao seu Propósito de Marca e Produto, não porque tais tecnologias estejam simplesmente na moda, mas porque trazem um retorno efetivo alinhando a melhor experiência e sucesso para seu cliente com o melhor retorno de seu investimento, ou seja o ROX (Retorno sobre a Experiência).

Concluindo, você não pode escapar da transformação digital. Por outro lado, a transformação digital não é apenas mais um grande projeto na fila de ações internas da empresa, mas como falamos, uma mudança cultural e de desenvolvimento contínuo em prol do cliente. Juntamente com as mudanças tecnológicas, bem como as mudanças culturais, a maneira de atender e superar às necessidades dos clientes mudará completamente e para sempre.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Empreendedorismo

Empreender: como se reinventar e manter o foco na realidade

Vivemos em uma sociedade onde as coisas mudam na velocidade da luz, onde a informação acontece e uma hora depois se torna ultrapassada.

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Foto: You X Ventures / Unsplash

Vivemos em uma sociedade onde as coisas mudam na velocidade da luz, onde a informação acontece e uma hora depois se torna ultrapassada. As empresas se assustam com tanta inovação. E, muitas vezes, se perdem no contexto. Tento levar aos clientes, todos os dias, progresso. Este é o papel da atividade que escolhi e tenho muito orgulho. Acredito que sempre podemos mudar, melhorar e, o principal, cuidar de todo o contexto da empresa sem desprezar a missão e a visão que deram origem ao seu negócio. Independentemente se é um negócio de família, um sonho, ou de outras circunstâncias, a empresa tem que prosperar, de preferência, a um custo baixo ou zero, dependendo das necessidades.

Acredito que temos de proporcionar facilidades e apresentar soluções a curto, médio ou longo prazo, independentemente do tipo de negócio ou da quantia de colaboradores que a empresa tenha e sem desprezar a história de cada um. Tendo em vista o cenário atual, devemos ouvir, compreender e avaliar e, após um diagnóstico, sugerir algo relacionado com a realidade. Entretanto, atualmente o que encontramos são muitos empresários reclamando por vários motivos e sem buscar soluções práticas. Aos longos dos vinte anos de vivência na área de consultoria empresarial, afirmo: as soluções devem ser estudadas e elaboradas individualmente, devemos ter o cuidado de diagnosticar baseado em fatos que condizem com a realidade da empresa.

Renovando os objetivos

Vou partilhar com você a minha própria experiência para que se tenha uma visão ampla. Há quatro anos optei por residir e trabalhar no Norte do país. Nessa época, trabalhava única e exclusivamente com indústria moveleira. Surgiu na época um projeto de dois anos e quando as coisas não saíram como o planejado, precisei me reinventar. Entendi que a minha paixão pessoal, aliada as possibilidades locais, me abriam um leque maior de atuação do que eu poderia imaginar. Passei a atender em três estados, Amazonas, Acre e Rondônia, nos mais diversos segmentos.

Já atendi uma granja de porcos, sem nenhum tipo de conhecimento prévio específico do assunto. No fim das contas, as estruturas das empresas não são tão diferentes quando se imagina. Adaptar técnicas, que já temos domínio podem nos tirar de um mercado já saturado e nos ajudar a reinventar a profissão que vamos seguir nos próximos anos. Também aprendi que a geografia física se tornou obsoleta; hoje  consigo assessorar empresas em outros estados por meio da (facilidade da) comunicação. Com isso vou abrindo mercado em locais jamais planejados. Portanto, reflita, o que está faltando para você se reinventar no mercado? Qual será o seu diferencial?

Acredite no seu negócio e na sua capacidade

Todo esse relato é para comprovar que nosso público está além de nossa imaginação. Independe do produto ou serviço que vendemos ou prestamos, podemos ir além. “Devemos pensar grande”, porém com os pés no chão e com os olhos na realidade. Acredite no seu negócio, ele é único. Apesar de demandar muita ou total dedicação, acredite e siga os passos da realidade econômica, sempre vislumbrando horizontes que irão compor seus ideais. Ler, conversar, partilhar os desempenhos e desejos com pessoas certas, para que consiga atingir o ápice do empreender.

Espero ter acendido em você, empreendedor, uma luz que lhe mostre o quanto somos capazes e estamos no caminho certo.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Empreendedorismo

Viagem de Fuga

Nesta semana, o Jornal 140 realizou uma entrevista exclusiva com Patricia Furlan, criadora do Viagem de Fuga.

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Em 2010, a publicitária Patricia Furlan fez sua primeira viagem internacional para o Canadá. Ao desembarcar no Brasil, postou fotos e um belo texto em suas redes sociais. O conteúdo chamou atenção dos amigos ao evidenciar experiências culturais bem diferentes do turismo convencional. Patricia começou a receber pedidos com dicas e roteiros de viagem.

Dois anos e algumas viagens depois, Patrícia trocou de emprego e passou um ano sem poder viajar para o exterior. Neste período, Patricia fazia apenas viagens de fim de semana e foi assim que surgiu a ideia de ter um blog, o nome Viagem de Fuga se deu quando Patricia percebeu que viajar era uma verdadeira fuga do ambiente comum.

A princípio o blog iria contar apenas as viagens próximas à São Paulo, a “fuga” do caos, da rotina, do que já é conhecido. Como um ano passou super rápido, acabei englobando todas as viagens. Patricia Furlan.

O blog é separado entre viagens nacionais e internacionais, conta com dicas, planejamento e notícias de turismo. O blog ainda conta com uma sessão chamada Guest Post, onde seguidores e convidados podem descrever experiências culturais marcantes que tiveram em suas viagens.

Ao navegar, facilmente encontramos muitas experiências inusitadas, como aprender a fazer doces japoneses (em japonês), em Kyoto, no Japão. No Brasil, experiências históricas em colônias de imigrantes em Minhas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Para Patricia, o diferencial do Viagem de Fuga é exatamente esse:

Eu foco na experiência cultural da viagem, como essa experiência agregou e mudou a minha vida. Patricia Furlan.

O Viagem de Fuga já passou por mais de 20 países visitados, como Japão, Índia, Havaí e o Atacama, no Chile. No Brasil, as viagens favoritas foram para a Chapada dos Veadeiros (GO), Chapada Diamantina (BA) e as praias do estado de Alagoas. No segundo semestre, Patricia viaja para Singapura, Suíça, Espanha e Portugal.

Nesta semana, o Jornal 140 realizou uma entrevista exclusiva com Patricia Furlan, criadora do Viagem de Fuga. Nós fizemos cinco perguntas essenciais sobre turismo, veja as respostas abaixo.

Com que frequência você viaja?

Faço duas viagens internacionais por ano e pelo menos quatro pelo Brasil.

Qual o perfil do seu público?

56% feminino e 44% masculino em uma faixa etária de 28 à 35 anos.

O que eles querem que você apresente?

Geralmente, o turismo de experiência. Meu público não é o turista que compra pacote e segue programação de agência. É um viajante que quer mais autonomia, liberdade e um mínimo de conforto.

Qual é o seu sonho de consumo em termos de público?

Eu não defini uma meta de público e não quero fazer isso, a meta faz o meu trabalho perder autenticidade. Vejo muitos blogs e influenciadores alucinados por números, público e conteúdo. Eu não quero que “viajar” se torne um peso pra mim. Devido aos patrocinios, o blogueiro apresenta apenas o lado bom de um destino, eu quero mostrar a realidade.

Qual a dica para quem está começando?

Comece por paixão ao que faz, não pra ficar famoso ou conseguir seguidores. Isso é ilusório e rapidamente o que era um hobby se torna um peso.

Para planejar sua viagem, clique aqui. Para seguir na redes sociais, Facebook: @viagemdefugaInstagram: @viagemdefuga, Twitter: @viagemdefuga e YouTube: @viagemdefuga.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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