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Cinema 2 MIN DE LEITURA

O começo do fim do Pantanal? Assista este filme e diga

O documentário “Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra’, com Jorge Bodanzky na direção e João Farkas como codiretor estreia no Cine Itaú Cultural. Acompanhe as reflexões de Athos Raches Filho escritas ainda sob impacto da noite de apresentação com a presença dos diretores e do próprio Ruivaldo

Athos Rache Filho

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Estive ontem no Cine Itaú Cultural na rua Augusta em sampa. Estreia do documentário do meu amigo Jorge Bodanzky, sempre interessado em questões ambientais, seus impactos no homem e em nossa sociedade como consequência.

Durante a exibição fui me dando conta de como uma forma tão calma, transparente e afastada de ideologias pode ser tão profundamente contundente. O filme é uma denúncia, é a apresentação de forma explícita de uma tragédia ambiental e seus reflexos na sociedade; imagens lindas, inacreditáveis, iam se sucedendo mostrando um mundo isolado e perdido para uma plateia atônita com o que assistia. Uma realidade chocante, uma tragédia existente, imediata e impossível de ser revertida.

O assoreamento do rio Taquari, provocado por descuidos ambientais nas nascentes de seus afluentes já transformou grande parte do Pantanal em um deserto submerso, esta parte do Pantanal deixou de respirar, morte por afogamento de animais, plantas, insetos, pessoas em suas existências, culturas (é no plural mesmo), uma tragédia sem volta.

O título do documentário é “Ruivaldo o Homem que Salvou a Terra”, um pantaneiro simples e inconformado que percebendo o que acontecia, ao longo dos anos foi cercando uma parte de sua fazenda com sacos cheios de terra transformando aquele espaço em uma ilha, como se fosse um Oásis no deserto.

Encerrada a projeção, a plateia de olhos esbugalhados assistiria na sequência, atônita, um debate, iniciado com a fala daquele homem da terra que em carne e osso dava seu testemunho da tragédia. Sua fala, de um pantaneiro orgulhoso, era pausada, clara e completamente emocionada; pedia por socorro, com voz embargada pedia ajuda, ele sozinho não conseguia mais sustentar esta luta. Fiquei muito mobilizado, cheguei a 1 mm de distancia do choro, fiquei muito mobilizado, aquele documentário com a presença do Ruivaldo marcou a todos ali com a crueza da realidade imediata da tragédia não mais anunciada mas já ocorrida.

Nas discussões que se seguiram a apresentação aconteceu de tudo, todos ali, cada um a seu modo tentavam ajudar aquele homem, a questão era o que fazer, como ajudar, como atender ao grito de socorro! Teve de tudo, em um canto da plateia sugeriram exportar o coitado do Ruivaldo para o delta do Kavango na África junto com o Bodanzky para fazer um novo filme mostrando uma outra realidade como solução. Notei que tanto o Bodanzky quanto o Ruivaldo, nessa hora, arregalaram os olhos só de pensar nas filmagens entre hipopótamos e crocodilos famintos.

Uma grã-fina ao meu lado sacudindo suas pulseiras sugeriu que Ruivaldo tirasse férias nos Alpes suíços antes do Kavango, para compreender outras realidades e avaliar se vale a pena mesmo tanta luta. Em outro canto da plateia uma jovem levantou a questão de que não haviam negros ali, nem na plateia, nem no palco e nem no Pantanal. A sociedade deveria pensar sobre isto, deveria parar de comer carne e se alimentar de folhas e insetos.

Aconteceu neste momento um choque de propostas quando um ornitólogo se levantou e aos brados lembrando que a alimentação dos humanos com insetos iria causar a extinção dos pássaros …… Um botânico advertiu que sem pássaros cagando sementes as florestas estariam condenadas….

A partir dai nada se aproveitou. Ficaram intactos na memoria de todos, o filme do Bodanzky e o depoimento do Ruivaldo. Fui pra casa careta e inexplicavelmente meio tonto!

Jorge Bodansky e Ruivaldo Nery de Andrade.https://www.youtube.com/embed/WFZQjkfa3QQ

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Cinema 1 MIN DE LEITURA

Sergio: Netflix divulga trailer com Wagner Moura no papel do diplomata brasileiro

Com Wagner Moura e Ana de Armas, o filme biográfico do diplomata brasileiro estreia em 17 de abril.

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A Netflix divulgou nesta quarta-feira (15), o primeiro trailer do filme biográfico que conta a história do diplomata brasileiro.

Durante o período caótico após a invasão dos EUA ao Iraque, o diplomata da ONU Sergio Vieira de Mello assume a missão mais complexa e perigosa de sua carreira. Wagner Moura e Ana de Armas estrelam este drama do diretor Greg Barker.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Cinema 1 MIN DE LEITURA

Democracia em Vertigem vai disputar o Oscar 2020

Documentário dirigido por Petra Costa e distribuído pela Netflix, foi indicado oficialmente ao Oscar 2020

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Foto: Divulgação / Netflix

Disponível na Netflix, o documentário da aclamada cineasta Petra Costa, narra o processo de impeachment da ex-presidente do Brasil, Dilma Roussef, e os acontecimentos que se desdobraram logo após o episódio. A 92ª edição do Oscar acontece no dia 9 de fevereiro.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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