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Visite a exposição Japan House – Isto é Mangá

Ousada e esclarecedora, a exposição propõe uma imersão no universo das histórias em quadrinhos japonesas.

Jorge Massarollo

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Foto: Jorge Massarollo / Jornal 140

Mangás é um termo japonês que designa histórias em quadrinhos em geral, destarte ao redor do mundo essa denominação indica um caráter único e expressão artística cultural típica do Japão.

A mostra coleta sete obras de Naoki Urasawa, renomado *Mangaká, reconhecido internacionalmente por suas técnicas de desenho e estilo inovador, que foca nas expressões humanas, em enredos que procuram destacar o lado obscuro e sombrio da humanidade através de críticas sociais.

*Mangaká: Nome atribuído aos desenhistas e criadores de Mangás.

No local estão dispostos storyboards, ilustrações e rascunhos do autor, onde é possível folhear as páginas de alguns cadernos originais que Urasawa utilizava na juventude, rabiscos e expressões livres de um estudante entediado, provavelmente em meio a alguma aula chata, quem nunca?

Junto a capítulos inteiros expostos em grandes cenários, que tornam a imersão mais atrativa, a exposição não deixa de aproveitar o momento de concentração para atrair o leitor aos painéis explicativos, sobre a história, contexto, técnicas e cultura que envolvem a produção de um Mangá. A interatividade do público com as obras tornam a experiência mais real, você sente a atmosfera de criação, que lhe aproxima do autor, com rascunhos espalhados em todos os cantos, artes em grandes quadros e um leve som ambiente de música Folk rock, reproduzidas pelo próprio autor, que além de todo talento para desenho é também compositor, suas músicas são usadas nas trilhas sonoras das adaptações cinematográficas e televisivas de seus Mangás. A exposição transmite toda a alma e dedicação de Urasawa , que já atingiu a marca de 128 milhões de exemplares vendidos, não é por menos que teve uma de suas obras expostas no Museu do Louvre.

Além da exposição o centro cultural oferece palestras abertas ao público sobre o tema em questão, com convidados ilustres das principais editoras brasileiras responsáveis por trazer os Mangás para as terras tupiniquins. A programação temática também conta com eventos interativos como JBC Henshin+ 2019, encontros *live painting e exibição de *Animes em um espaço aconchegante, ao modelo de cinema ao ar livre, sob curadoria da Crunchyroll, que ocorrerá todas as sextas a noite até janeiro.

*Live painting: Ambientes onde artistas pintam suas obras ao vivo com a presença do público
*Animes: Desenhos japoneses, em sua maioria adaptações de mangás de sucesso.

Para finalizar esse banquete de experiências, após a visitação que tal experimentar um delicioso Blend no Café Mirai, logo no primeiro andar, acompanhado daquele tradicional café, em seguida se achegar nos sofás próximo a biblioteca, retirar um livro cheio de ilustrações e aproveitar o resto da visita na complacência e o vazio da paz oriental.

A ousada investida do centro cultural Japonês em apresentar essa exposição, demonstra não apenas um respeito e orgulho em relação a nona arte no Japão, mas também o forte interesse de um público emergente no Brasil. Com as olimpíadas de 2020 sediadas na terra do sol nascente se aproximando, é de se esperar convites e exposições cada vez mais atrativas, com intuito de cativar os fãs e atrair o interesse de um novo público para essa magnífica cultura.

A exposição ocorre de 29/10 a 05/01/2020, maiores informações sobre visitação guiada, excursões escolares, palestras e eventos se encontram na página oficial da Japan House Brasil.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Idealizador e Editor chefe do blog Psique Anime. Caminhou pelas diversas áreas do conhecimento: esporte, saúde, educação, psicologia e veio para aqui, em entretenimento. Jovem aficionado pelo universo dos Animes e cultura oriental, trago comigo toda bagagem de estudos e vivências. Minha vida é algo que não consigo descrever melhor do que um Mosaico de inspirações.

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Eventos

Lista: atrações imperdíveis na CCXP19

Os expositores capricharam nas ativações e selecionamos as que são imperdíveis para aqueles que visitarão o maior evento de cultura pop do mundo

Beatriz Fleira

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Foto: Beatriz Fleira / Art Presse

A CCXP19, evento criado pela Omelete Company, teve todos os seus ingressos esgotados semanas antes de abrir os portões do São Paulo Expo para o público. O evento acontece próximo à estação Jabaquara do Metrô de São Paulo e todos os anos, o local se transforma com a legião de fãs do universo geek.

Em sua sexta edição, a CCXP deve atrair mais de 280 mil pessoas para atrações de tirar o fôlego, em diversas áreas, como, Artist’s Alley by Bruttal, Auditório Cinemark XD, Auditório Prime, Auditório Ultra, Board Games by Hershey’s, CCXP Cruise, Cosplay Universe by Globo, Creators by Trigg, Espaço Geek Babies, Fotos & Autógrafos da Oi, Harry Potter Experience, Oi Game Arena e Omelete Arena.

Para ajudar o público na localização dos espetáculos, shows, alimentação, meeting & greeting, e também para conferir atrações, como a pré-estreia de Frozen 2, e as demais ativações, a Omelete Company desenvolveu em parceria com a OI, o aplicativo CCXP19, disponível para Android e IOS, que contém mapa e agenda de tudo o que acontece por lá.

Selecionamos aqui o que você não pode perder!

Artist’s Alley

O espaço, também conhecido como o coração da CCXP, celebra a paixão da comunidade geek pela cultura pop. Nele, artistas de diversas regiões do Brasil e de outros países, apresentam seus trabalhos diretamente para os fãs de maneira interativa. Autografam pôsteres, HQs e livros. Ótima dica para adquirir artes sensacionais!

Harry Potter Experience

Se você é Potterhead de carteirinha não pode perder o Hogwarts Express, ou terá que aguardar que o Rony Weasley te dê uma carona. Com uma réplica que solta fumaça do trem icônico dos filmes de Harry Potter em plena CCXP, os fãs podem tirar diversas fotos livremente.

Arena de Board Games by Hershey’s

Está cansado e quer comer alguns chocolates da Hershey’s enquanto joga uma partida de algum jogo de tabuleiro? A CCXP tem um espaço especial para você. Se está sozinho, não tem problema! Essa é sua chance de fazer novos amigos. Dedicada aos amantes dos jogos de tabuleiro, a arena de Board Games é uma parceria entre a Galápagos jogos e a Hershey’s.

Creators by Trigg

O espaço Creators by Trigg leva influenciadores do YouTube e da televisão para um lugar reservado para os fãs. Lá você pode conferir entrevistas ao vivo e shows incríveis de bandas como Far from Alasca, Fresno, Supercombo e Scalene.

Ativações Amazon Prime, Disney, Globoplay e Netflix

As grandes empresas distribuidoras de produções audiovisuais prepararam atrações épicas para o público da CCXP. Que tal entrar no carrossel de “American Gods”, fazer uma aula de aeróbica no Shopping Starcout de “Stranger Things”, pular de tirolesa como a Mulan e conferir um talk show dos talentos das empresas Globo?

E ai, já anotou o que não pode perder? Qual a sua atração mais aguardada na CCXP?

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Centro Cultural FIESP apresenta a exposição “Alphonse Mucha: o legado da Art Nouveau”

Após passar por Nova York, Copenhagen, Paris e Madri, a maior retrospectiva do artista chega à capital.

Helena Trevisan

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Foto: Alphonse Mucha: o legado da Art Nouveau / FIESP

06Com mais de 100 obras pertencentes à Fundação Mucha de Praga, a FIESP trás para o público o legado do tcheco Alphonse Mucha, artista que contribuiu para a Art Nouveau, estilo amplamente difundido no final do séc. XIX, e nos apresenta sua trajetória, o desenvolvimento de seu estilo gráfico, o qual é muito particular, e sua ideia de beleza.

A exposição é dividida em quatro seções. A primeira, “Mulheres: Ícones e Musas”, mostra como o artista pensava o belo. Retratando mulheres como as figuras principais de suas gravuras, Mucha as celebra como deusas e figuras etéreas. O maior exemplo disso foram os pôsteres por ele criados para as peças da atriz Sarah Bernhardt, parceria que durou seis anos e o levou a notoriedade. Também podemos ver sua arte em caixas de biscoitos, perfumes e calendários.

A segunda, chamada “O Estilo Mucha – uma Linguagem Visual”, mostra como ele se insere ainda mais no mundo da publicidade. Suas gravuras peculiares e únicas, representando a ideia de beleza, impressionaram tanto marcas e empresários, quanto o público no geral, que chegava a “roubar” os anúncios dos produtos feitos pelo artista, que eram pendurados por Paris, para emoldurarem e levarem para suas casas.

Na terceira seção, vemos o retorno de Mucha a seu país de origem, a então Monróvia. Pertencente ao império Astro-Húngaro, o país se trona independente em 1918, tornando-se a República da Checoslováquia. Durante esse período, o artista produz sua obra-prima: “Epopeia Eslava”, que é composta por 20 painéis gigantes, que chegam a 8m X 6m. Na exposição, as pinturas são representadas por projeções e podemos ver como são usados elementos folclóricos daquela cultura, como guirlandas de flores e vestes típicas, para representar seu povo. Assim, sua arte é usada em cédulas e selos para inspirar e unir os tchecos.

Na quarta e última seção, “O Legado do Estilo Mucha”, vemos como seu estilo influenciou na arte contemporânea. Nos anos 60, artistas do estilo psicodélico se inspiraram em Mucha para produzir pôsteres de bandas, cartazes de shows e ilustrações. Já nos anos 80 e 90, ilustradores japoneses e sul-coreanos fizeram o mesmo em seus mangás e manhwa.

Com essa exposição, o público brasileiro, principalmente designers, ilustradores e profissionais da arte visual no geral, podem vislumbrar como o artista criou um estilo único e nos faz admirar sua obra. Afinal, como Alphonse Mucha disse: “A missão do artista é incentivar as pessoas a amar a beleza e a harmonia”.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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