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Eventos 2 MIN DE LEITURA

Centro Cultural FIESP apresenta a exposição “Alphonse Mucha: o legado da Art Nouveau”

Após passar por Nova York, Copenhagen, Paris e Madri, a maior retrospectiva do artista chega à capital.

Helena Trevisan

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Foto: Alphonse Mucha: o legado da Art Nouveau / FIESP

06Com mais de 100 obras pertencentes à Fundação Mucha de Praga, a FIESP trás para o público o legado do tcheco Alphonse Mucha, artista que contribuiu para a Art Nouveau, estilo amplamente difundido no final do séc. XIX, e nos apresenta sua trajetória, o desenvolvimento de seu estilo gráfico, o qual é muito particular, e sua ideia de beleza.

A exposição é dividida em quatro seções. A primeira, “Mulheres: Ícones e Musas”, mostra como o artista pensava o belo. Retratando mulheres como as figuras principais de suas gravuras, Mucha as celebra como deusas e figuras etéreas. O maior exemplo disso foram os pôsteres por ele criados para as peças da atriz Sarah Bernhardt, parceria que durou seis anos e o levou a notoriedade. Também podemos ver sua arte em caixas de biscoitos, perfumes e calendários.

A segunda, chamada “O Estilo Mucha – uma Linguagem Visual”, mostra como ele se insere ainda mais no mundo da publicidade. Suas gravuras peculiares e únicas, representando a ideia de beleza, impressionaram tanto marcas e empresários, quanto o público no geral, que chegava a “roubar” os anúncios dos produtos feitos pelo artista, que eram pendurados por Paris, para emoldurarem e levarem para suas casas.

Na terceira seção, vemos o retorno de Mucha a seu país de origem, a então Monróvia. Pertencente ao império Astro-Húngaro, o país se trona independente em 1918, tornando-se a República da Checoslováquia. Durante esse período, o artista produz sua obra-prima: “Epopeia Eslava”, que é composta por 20 painéis gigantes, que chegam a 8m X 6m. Na exposição, as pinturas são representadas por projeções e podemos ver como são usados elementos folclóricos daquela cultura, como guirlandas de flores e vestes típicas, para representar seu povo. Assim, sua arte é usada em cédulas e selos para inspirar e unir os tchecos.

Na quarta e última seção, “O Legado do Estilo Mucha”, vemos como seu estilo influenciou na arte contemporânea. Nos anos 60, artistas do estilo psicodélico se inspiraram em Mucha para produzir pôsteres de bandas, cartazes de shows e ilustrações. Já nos anos 80 e 90, ilustradores japoneses e sul-coreanos fizeram o mesmo em seus mangás e manhwa.

Com essa exposição, o público brasileiro, principalmente designers, ilustradores e profissionais da arte visual no geral, podem vislumbrar como o artista criou um estilo único e nos faz admirar sua obra. Afinal, como Alphonse Mucha disse: “A missão do artista é incentivar as pessoas a amar a beleza e a harmonia”.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Helena Trevisan é roteirista, produtora de conteúdo, colaboradora do @blogremenor e (quase) pós-graduada em Jornalismo. Feminista, semeia a igualdade e respeito entre as pessoas através de seus textos.

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Itaú Cultural apresenta a Ocupação Alceu Valença, trazendo a trajetória do artista pernambucano

A exposição, que trás ao público a vida e a obra de Alceu, vai até 02 de fevereiro.

Helena Trevisan

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Foto: Antonio Melcop

Alceu Valença, sem dúvida, é um dos artistas brasileiros mais completos e versáteis. Sua carreira passa pela música, pelo circo, pela poesia, pelo cinema e, menos reconhecido, pelo Direito.

Sabendo disso, a 48ª Ocupação Itaú Cultural homenageia o cantor e faz o público mergulhar na vida do artista através do enorme acervo montado, a princípio, por sua mãe, Adelma Valença, falecida em 2018, aos 104 anos, depois continuada por sua irmã, Adelminha e, depois, por sua esposa, Yanê.

A mostra é dividida em seis partes e trás curiosidades sobre Alceu Valença, como o fato de sua mãe, que incentivou muito a carreira artística do filho, ter lhe dado o primeiro violão, e seu pai, por outro lado, querer que Alceu se formasse advogado. Ou ele ter subido ao palco pela primeira vez aos seis anos de idade em um concurso de sua cidade natal, São Bento do Una, e ter ficado em segundo lugar com a música de Capiba, Meu Bem. Ou, ainda, como, aos 26 anos de idade, em 1972, alcançou a fama com seu primeiro disco feito em parceria com Geraldo Azevedo, único álbum, de seus 31, gravado em dupla.

O primeiro eixo da exposição, que recebe o público com o poema O Tempo, mostra a infância do cantor, sua família e como, desde criança, ele teve contato com a arte no geral e foi influenciado pelas tradições e culturas nordestinas através de feiras na sua cidade, vaquejadas, violeiros e cantadores de feira, como Jackson Pereira, Luiz Gonzaga e Marinês, essenciais para sua formação musical.

No segundo eixo, podemos acompanhar, através de fotos, a formação de sua primeira banda, suas parcerias e estrada. Também há uma projeção do filme A Noite do Espantalho, protagonizado por Alceu e que representou o Brasil no Oscar no ano de 1975.

Na terceira parte vemos a influência de Alceu na cultura e no carnaval de Olinda, seu Bloco Bicho Maluco Beleza e quando, em um show, notando a presença Dom Helder Câmera na plateia, canta uma música inédita, que o cantor havia escrito em sua homenagem.

Durante o quarto eixo, podemos perceber uma parte mais intimista e pessoal da mostra. Representando o agreste, a sala trás uma “árvore” de sisal ao centro da sala, paredes de barro, uma imagem de sua cidade natal, sua paixão pelo circo e imagens de seu filme A Luneta do Tempo, de 2014.

O quinto eixo trás toda a discografia de Alceu e o público pode acessar uma playlist do Spotify com suas músicas. E, no sexto, em um som ambiente, podemos escutar referências carnavalescas do cantor através de seu arquivo pessoal.

A ocupação disponibiliza óculos de realidade virtual em 360 graus, para uma experiência imersiva, ferramentas de acessibilidade e QR codes para conteúdos digitais. E, ainda, no site do Itaú Cultural, é possível encontrar conteúdos exclusivos e inéditos dessa e de outras as ocupações já realizadas.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Lista: atrações imperdíveis na CCXP19

Os expositores capricharam nas ativações e selecionamos as que são imperdíveis para aqueles que visitarão o maior evento de cultura pop do mundo

Beatriz Fleira

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Foto: Beatriz Fleira / Art Presse

A CCXP19, evento criado pela Omelete Company, teve todos os seus ingressos esgotados semanas antes de abrir os portões do São Paulo Expo para o público. O evento acontece próximo à estação Jabaquara do Metrô de São Paulo e todos os anos, o local se transforma com a legião de fãs do universo geek.

Em sua sexta edição, a CCXP deve atrair mais de 280 mil pessoas para atrações de tirar o fôlego, em diversas áreas, como, Artist’s Alley by Bruttal, Auditório Cinemark XD, Auditório Prime, Auditório Ultra, Board Games by Hershey’s, CCXP Cruise, Cosplay Universe by Globo, Creators by Trigg, Espaço Geek Babies, Fotos & Autógrafos da Oi, Harry Potter Experience, Oi Game Arena e Omelete Arena.

Para ajudar o público na localização dos espetáculos, shows, alimentação, meeting & greeting, e também para conferir atrações, como a pré-estreia de Frozen 2, e as demais ativações, a Omelete Company desenvolveu em parceria com a OI, o aplicativo CCXP19, disponível para Android e IOS, que contém mapa e agenda de tudo o que acontece por lá.

Selecionamos aqui o que você não pode perder!

Artist’s Alley

O espaço, também conhecido como o coração da CCXP, celebra a paixão da comunidade geek pela cultura pop. Nele, artistas de diversas regiões do Brasil e de outros países, apresentam seus trabalhos diretamente para os fãs de maneira interativa. Autografam pôsteres, HQs e livros. Ótima dica para adquirir artes sensacionais!

Harry Potter Experience

Se você é Potterhead de carteirinha não pode perder o Hogwarts Express, ou terá que aguardar que o Rony Weasley te dê uma carona. Com uma réplica que solta fumaça do trem icônico dos filmes de Harry Potter em plena CCXP, os fãs podem tirar diversas fotos livremente.

Arena de Board Games by Hershey’s

Está cansado e quer comer alguns chocolates da Hershey’s enquanto joga uma partida de algum jogo de tabuleiro? A CCXP tem um espaço especial para você. Se está sozinho, não tem problema! Essa é sua chance de fazer novos amigos. Dedicada aos amantes dos jogos de tabuleiro, a arena de Board Games é uma parceria entre a Galápagos jogos e a Hershey’s.

Creators by Trigg

O espaço Creators by Trigg leva influenciadores do YouTube e da televisão para um lugar reservado para os fãs. Lá você pode conferir entrevistas ao vivo e shows incríveis de bandas como Far from Alasca, Fresno, Supercombo e Scalene.

Ativações Amazon Prime, Disney, Globoplay e Netflix

As grandes empresas distribuidoras de produções audiovisuais prepararam atrações épicas para o público da CCXP. Que tal entrar no carrossel de “American Gods”, fazer uma aula de aeróbica no Shopping Starcout de “Stranger Things”, pular de tirolesa como a Mulan e conferir um talk show dos talentos das empresas Globo?

E ai, já anotou o que não pode perder? Qual a sua atração mais aguardada na CCXP?

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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