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Cinema 2 MIN DE LEITURA

O Farol – Um filme que tem algo a dizer

Um estudo sobre a loucura e suas consequências que merece ser visto. Mais um excelente filme do diretor de A Bruxa.

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Foto: Divulgação

Robert Eggers é um cineasta que tem algo a dizer. Percebi isso desde a primeira vez em que assisti “A Bruxa” nos cinemas. Toda a filmografia e a forma com que ele nos conta a história é incrível. Nesse filme de 2015, ele consegue criar uma tesão sem igual e uma progressão de historia incomum, isso sem falar no subtexto carregado de simbolismos e mensagem.
Bom, agora, em 2020 (considerando a estreia no Brasil), ele nos brinda novamente com outra pérola do terror. E essa pérola chama-se “O Farol”.

“O Farol” conta a historia de um faroleiro e seu inexperiente ajudante que tem a responsabilidade de cuidar de um farol durante algumas semanas. A partir dessa premissa relativamente simples, somos jogados em um filme tenso sobre relacionamento e loucura.

Atuações como fio condutor

É impossível falar desse filme sem citar as duas (e únicas) atuações do filme. Trata-se do Willem Dafoe e do Robert Pattinson. Os dois entregam atuações no mínimo brilhantes. Destaco aqui a atuação do Robert, pois, da metade para o final, ele domina o filme e nos brinda com uma das cenas mais tensas e enigmáticas da produção.
Além disso, é possível citar um momento importante de cada ator – com o mais experiente, há um monólogo sobre uma suposta mitologia que rodeia o lugar. Já com o mais jovem, nós temos um monólogo sobre conflito e raiva.

É simplesmente incrível o que o Eggers consegue fazer com esses dois atores.

Filmografia

Assim como no seu filme de 2015, aqui o diretor nos apresenta uma filmografia extremamente bem feita e linda. O filme todo é em preto e branco e, sem sombra de duvida, essa escolha só engrandece o filme e o deixa mais claustrofóbico.
As cenas que são gravadas durante a noite, são especialmente impactantes. Porém, há uma cena em particular que se passa durante o dia que é, no mínimo, perturbadora. Vamos dizer que ela envolve o personagem do Pattinson e uma ave marinha.

Emoção e Loucura

Como eu disse acima, o fio condutor desse filme são as atuações. Contudo, essas atuações não seriam nada sem uma boa historia a ser contada. Essa historia aqui se desenvolve de forma calma e nos presenteia com algumas sequencias sensacionais, como, por exemplo, a chegada ao farol, onde nós vemos o barco se afastando lentamente em meio a névoa e o personagem do Robert Pattinson olhando o horizonte. Além disso, há as já citadas cenas de monólogos dos personagens. Na minha opinião, é impossível sair ileso dessas cenas.
Esse filme trata basicamente de relacionamento, curiosidade, isolamento e, principalmente, loucura. É muito interessante ver o contraste entre o personagem do Dafoe com o do Pattinson – o primeiro, pelo menos no começo, passa experiencia e controle, já o segundo, pelo contrário, é um vulcão em erupção.
O que esse contraste resulta? Bom, só conferindo o filme no cinema para testemunhar. Mas já adianto que é uma das melhores e mais assustadoras experiencias que você irá viver na sua vida.

O que fica desse filme é um estudo minucioso sobre o que o isolamento, desrespeito e curiosidade podem causar. Além disso, há um subtexto sobre relacionamento (ou a falta dele) e a sensação de pertencimento no mundo. Enfim, novamente, Robert Eggers nos presenteia com um filme que tem muitas coisas a dizer. Isso é cinema!

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Apaixonado por pessoas, inovação, tecnologia e literatura, Caio Bogos está no 3o ano da faculdade de Sistemas de Informação na FIAP e trabalha na área financeira/projetos. Fundador da Puzzle, uma plataforma que visa ajudar as pessoas que tem contato com crianças autistas. Nas horas vagas, adora ler, ouvir musica e assistir filmes.

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